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Recife dispara em números de Salões de Beleza

Hoje tanto em Recife quanto em todo o país é comum observar o crescimento de profissionais e instituições que atuam em prol da beleza, algo que antes só podia observar em grandes metrópoles como São Paulo. São cabeleireiros, manicures, pedicures, maquiadores, depiladores entre outros, que atendem homens e mulheres dispostos a melhorar a sua beleza. De acordo com pesquisa realizada pela Associação dos Profissionais de Beleza do Estado (ASPROBEL), hoje no Estado existem cerca de 4,3 mil salões, que empregam, em média, 25 mil funcionários.
A resposta para esse crescimento pode estar no mercado da beleza brasileiro. Em 2007, o país ocupou a terceira posição no ranking de maiores mercados consumidores de cosméticos do mundo. Em 2005, o Brasil já havia desbancado mercados tradicionais, como a Alemanha e a Inglaterra. Agora, com vendas no valor de US$ 18,8 bilhões (preço ao consumidor), superou também o mercado francês, perdendo apenas para o Japão e os EUA.
Para dar conta dessa produção, a indústria da beleza é um dos setores da economia que mais emprega mão-de-obra feminina no país. As oportunidades de trabalho, somando profissionais de beleza, como cabeleireiros, manicures, esteticistas, vendedores em lojas de franquia e revendedores de produtos, se aproximam da casa dos três milhões.
Antes ingressar no mercado de trabalho, ter uma profissão sem exigência de escolaridade, além de ter uma fonte de renda atrativa, eram alguns dos principais fatores que impulsionavam milhares a entrar no ramo todos os anos. Mas para uma cidade, cujo salário de um cabeleireiro varia entre R$ 545 e R$ 6 mil, dependendo da localização do salão e da experiência do profissional. O mercado é estimulado, ainda, pela crescente valorização dos serviços de estética e a existência de um ideal de beleza associado ao capital, requer profissionais cada vez mais gabaritados.
“Apesar do Governo não ver o cabeleireiro e o esteticista como profissionais homologados e sim como profissionais artísticos, o mercado exige cada vez mais, hoje em São Paulo já existe até faculdade para o profissional da beleza e em Recife já há cursos com cadeira de administração de salão”, afirma o presidente da Associação dos Profissionais de Beleza do Estado (ASPROBEL), Ezequias Bezerra.
 A área da beleza conquistou um espaço importante no país, tanto na indústria, desenvolvendo novas tecnologias, quanto nos salões, que oferecem serviços diferenciados a fim de atrair clientes ávidos por consumir novidades. Isso gerou novas oportunidades, aumentando assim a demanda por profissionais cada vez mais capacitados.
Tanto crescimento deixa uma dúvida em relação à existência de uma regulamentação para os profissionais que trabalham nos 450 mil salões em todo território brasileiro. Algo que fez com que a categoria procurasse se organizar por meio de sindicato. Há quatro anos, o segmento vem tentando regulamentar o Sinterbel, através de processo que tramita em Brasília. No portal da Câmara dos Deputados, por meio de uma pesquisa digitando a palavra “cabeleireiro” na ferramenta de busca, encontrei 67 projetos de lei e outras proposições destinadas à regulamentação, aposentadoria, entre outros voltados ao profissional da beleza.
“É importante que a profissão seja regulamentada porque os profissionais precisam de uma fiscalização e de uma formação mínima, pois mexem com produtos químicos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Cabeleireiros, Barbeiros e Similares do estado, Manoel Damazio.
Para o sindicalista, a cada dez salões no Recife, cinco atuam de forma irregular no mercado. “Hoje a gente briga para que todos os profissionais sejam registrados, o que não ocorre na maioria dos casos”, disse. O ponto principal do setor é quanto à definição de um piso salarial, carga horária, registro de carteira e salários pagos em dia.
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